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ONU: Em 90 minutos discutirá crise Síria e em 1 dia os velhos crimes de Israel.
Neste fim de semana em apenas 1 dia 144 pessoas foram mortas pelo regime sírio. Nesta terça, mais de 85 civis massacrados. Os mais de 15.000 civis mortos em 16 meses de luta contra os crimes da ditadura Assad não serão suficientes para ganhar prioridade das Nações Unidas, que ao invés disto, discutirá por 90 minutos a situação do país e no restante do dia discutirá as velhas acusações e as velhas infrações de Israel, reclama UNWatch.
Nova sessão das Nações Unidas a ser realizada nesta quarta levantará diversos temas importantes, mas para a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, os simplórios 90 minutos destinados à discussão do massacre corrente na síria são insuficientes.
Crimes contra médicos e pacientes
Jamil Nasser, um ativista sírio colaborador do BlogHumans disse nesta manhã que o regime sírio está adotando a estratégia de "cortar as mãos dos médicos que socorrem opositores feridos pelas forças de repressão da Síria". Outro relato vindo de Homs e de Hama é que há grupos de extermínio operando dentro dos hospitais que aplicam injeções letais em qualquer pessoa ferida que dá entrada nas enfermarias. Segundo as fontes ligadas à área da saúde que não podem ser identificadas, agentes do governo se passam por funcionários da saúde e aplicam as injeções que matam os pacientes em até 24 horas.
Guerra
Enquanto isto os confrontos continuam com crescente nível de violência. Uma guerra civil não-declarada pela comunidade internacional. Nesta manhã fomos informados por fonte desconhecida e não confirmada que uma rebelião acontece agora no batalhão de tanques na cidade de Deir Al-Azour. De acordo com a fonte pelo menos 47 tanques sírios foram incendiados (não-confirmado ainda). O ativista membro do JIRABH Jamil Nasser disse nesta quarta que o presidente sírio discursou hoje declarando:
Esta declaração foi feita nesta terça pelo presidente sírio durante a apresentação oficial do "novo governo" após a dissolução da antiga estrutura no último sábado, quando emitiu o decreto nº 210 para a formação do novo governo. Os membros do governo são os mesmos da estrutura anterior. Agora com a chefia do Dr. Riad. O presidente sírio pediu ao novo governo para melhorar a comunicação com o povo sírio e conceder mais informações além de buscar implementar "reformas administrativas" visando a manutenção da "infraestrutura" do governo "outrora devastada pelos terroristas" - disse a SANA agência de notícias do governo. De acordo ainda com a SANA, o governo sírio deverá reforçar as relações com a "Rússia, países do Oriente, América do Sul e África."
Nasser também informou que nesta manhã um funeral rebelde enterrou 106 pessoas ligadas à segurança síria.
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| Presidente sírio em discurso de recepção do novo governo - 27-06-2012 |
Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe do BlogHumans)
Rio de Janeiro, 27 de Junho de 2012 - 08h19 GMT-3
Crimes contra médicos e pacientes
Jamil Nasser, um ativista sírio colaborador do BlogHumans disse nesta manhã que o regime sírio está adotando a estratégia de "cortar as mãos dos médicos que socorrem opositores feridos pelas forças de repressão da Síria". Outro relato vindo de Homs e de Hama é que há grupos de extermínio operando dentro dos hospitais que aplicam injeções letais em qualquer pessoa ferida que dá entrada nas enfermarias. Segundo as fontes ligadas à área da saúde que não podem ser identificadas, agentes do governo se passam por funcionários da saúde e aplicam as injeções que matam os pacientes em até 24 horas.
Guerra
Enquanto isto os confrontos continuam com crescente nível de violência. Uma guerra civil não-declarada pela comunidade internacional. Nesta manhã fomos informados por fonte desconhecida e não confirmada que uma rebelião acontece agora no batalhão de tanques na cidade de Deir Al-Azour. De acordo com a fonte pelo menos 47 tanques sírios foram incendiados (não-confirmado ainda). O ativista membro do JIRABH Jamil Nasser disse nesta quarta que o presidente sírio discursou hoje declarando:
"Estamos em caso de uma guerra real, em todos os sentidos do significado da palavra." Bashar Al-Assad foi citado como dizendo.
Esta declaração foi feita nesta terça pelo presidente sírio durante a apresentação oficial do "novo governo" após a dissolução da antiga estrutura no último sábado, quando emitiu o decreto nº 210 para a formação do novo governo. Os membros do governo são os mesmos da estrutura anterior. Agora com a chefia do Dr. Riad. O presidente sírio pediu ao novo governo para melhorar a comunicação com o povo sírio e conceder mais informações além de buscar implementar "reformas administrativas" visando a manutenção da "infraestrutura" do governo "outrora devastada pelos terroristas" - disse a SANA agência de notícias do governo. De acordo ainda com a SANA, o governo sírio deverá reforçar as relações com a "Rússia, países do Oriente, América do Sul e África."
Nasser também informou que nesta manhã um funeral rebelde enterrou 106 pessoas ligadas à segurança síria.
June 27, 2012
Posted by Unknown
Bahrein: Mais de 100 anos de demanda reprimida com fogo.
Há pelo menos 100 anos o povo do Bahrein decidiu expressar suas necessidades de mudanças na estrutura política, financeira, administrativa de seu país, mas esforço governamental que sufocou por forças de repressão as demandas populares de 1922, ainda permanece. Sob pesado jugo, o Bahrein vive silenciado pelo estrondo das armas de fogo. Não mais amedrontado. Ele decidiu dar a vida em troca da liberdade.
Como em todo o mundo árabe, Xiitas e Sunitas brigam por um lugar à sombra, enquanto o sol castiga seus lombos ainda mais sacrificados por pesadas regras dos governos. Mas há países em que as diferenças raciais já não importa. Eles se uniram para dar fim ao monopólio do poder, das leis, da religião e pela liberdade de expressão.
Coisa que tem acontecido no Bahrein desde o início da primavera árabe nos primeiros meses de 2011, em que manifestantes abriam a boca para pedir justiça e recebiam um tiro de fuzil na boca. (eu mesmo assisti isto).
Na foto ao lado pelo menos duas mulheres foram presas no dia 03 de Abril ao demonstrarem apoio ao ativista dos Direitos Humanos Abdulhadi al-Khawaja. O fato divulgado pelo site pró-regime e anti-americano "europeanphoenix" aconteceu na capital Manama.
Liberdade de Expressão limitada
No dia 14 de Maio de 2012 o governo do Bahrein alertou à oposição quanto à promoção de palavras e imagens de anti-governistas na internet, (em especial no Twitter) lançando mais uma campanha para silenciar as vozes de uma grande nação. Até mesmo os cartoons estão sendo perseguidos na internet. Aconteceu com o cartunista brasileiro Carlos Lattuf que foi contactado pelo "IAA SARA" que controla o conteúdo de toda informação do Bahrein. Via Twitter, a organização governamental condenou os trabalhos do cartunista por não estarem em conformidade com os padrões de "integridade jornalística" e à "liberdade de expressão", acusando os cartoons de graves erros tendo ultrapassado os limites de acusações contra o regime governado pelo Rei Hamad.
Nossas publicações sobre os acontecimentos no Bahrein estão apenas começando. Fique com a gente.
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 17 de Maio de 2012 - 08h15 GMT-3
Como em todo o mundo árabe, Xiitas e Sunitas brigam por um lugar à sombra, enquanto o sol castiga seus lombos ainda mais sacrificados por pesadas regras dos governos. Mas há países em que as diferenças raciais já não importa. Eles se uniram para dar fim ao monopólio do poder, das leis, da religião e pela liberdade de expressão.
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| Foto divulgada pelo ativista |
Coisa que tem acontecido no Bahrein desde o início da primavera árabe nos primeiros meses de 2011, em que manifestantes abriam a boca para pedir justiça e recebiam um tiro de fuzil na boca. (eu mesmo assisti isto).
Na foto ao lado pelo menos duas mulheres foram presas no dia 03 de Abril ao demonstrarem apoio ao ativista dos Direitos Humanos Abdulhadi al-Khawaja. O fato divulgado pelo site pró-regime e anti-americano "europeanphoenix" aconteceu na capital Manama.
Liberdade de Expressão limitada
No dia 14 de Maio de 2012 o governo do Bahrein alertou à oposição quanto à promoção de palavras e imagens de anti-governistas na internet, (em especial no Twitter) lançando mais uma campanha para silenciar as vozes de uma grande nação. Até mesmo os cartoons estão sendo perseguidos na internet. Aconteceu com o cartunista brasileiro Carlos Lattuf que foi contactado pelo "IAA SARA" que controla o conteúdo de toda informação do Bahrein. Via Twitter, a organização governamental condenou os trabalhos do cartunista por não estarem em conformidade com os padrões de "integridade jornalística" e à "liberdade de expressão", acusando os cartoons de graves erros tendo ultrapassado os limites de acusações contra o regime governado pelo Rei Hamad.
Nossas publicações sobre os acontecimentos no Bahrein estão apenas começando. Fique com a gente.
May 17, 2012
Posted by Unknown
Síria: Usuários de Facebook arrastados para a morte 2.0
Os crimes hediondos em série praticados diariamente e abertamente pelo regime sírio, ultrapassaram as fronteiras da imaginação e invadiram o cyberespaço. Pelas redes sociais, hackers pró-Assad roubam informações que já levaram milhares de pessoas comuns à prisão arbitrária, tortura, mutilação e morte.
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 20 de Abril de 2012 - 10h40 GMT-3
Em Maio de 2011, o regime sírio percebeu que (o que era para ficar encoberto) estava sendo observado e compartilhado em todo o mundo com a ajuda de ativistas de direitos humanos nas redes sociais: Os massacres da população civil de seu próprio país, pelas forças do próprio governo recebendo ordens expressas (sob pena de morte no caso de não-cumprimento) enviadas pela alta cadeia de comando do governo do presidente Bashar Al-Assad.
Enquanto o presidente Bashar Al-Assad concedia entrevistas desmentindo as denúncias de crimes contra, direitos humanos, infância e juventude, contra a humanidade e genocídio, imagens assustadoras registradas por celulares em foto e vídeo eram publicadas na internet. Enquanto se esforçava para evitar interferência estrangeira no país, Al-assad e seus partidários penalizavam a população síria por divulgar as imagens diárias sobre tudo o que acontecia no país, obscurecido pelo isolamento nacional, corte no fornecimento de energia, telefonia fixa e celular, água, alimentos, remédios e internet.
A estratégia inicial era que todas as vezes que um membro da comunidade síria concedesse uma entrevista para agências de notícias internacionais, este seria duramente castigado juntamente com seus familiares, para servir de exemplo para os demais civis.
Mas entre Agosto e Setembro de 2011, o regime sírio percebeu que os esforços para bloquear o vazamento de informações sobre as vitimas e os massacres realizados pelas forças de segurança, o exército sírio e reforço de tropas internacionais, como a Guarda Republicana Iraniana, o Hezbollah e mercenários iraquianos entre outros, estavam sendo anulados pelo astronômico fluxo de envios simultâneos, usando infinitos recursos, inclusive concedendo entrevistas para as principais agências de notícias árabes e ocidentais à partir dos campos de refugiados nos países vizinhos, principalmente na Turquia.
Os nomes dos ativistas citados nas entrevistas e matérias jornalísticas, passaram a figurar numa extensa lista negra do serviço secreto sírio, que invade casas, tortura e mutila familiares em busca destes informantes até os dias de hoje.
Após o vexame que passou diante da suspensão da Síria da Liga Árabe, e a rejeição global e unânime de sua entrevista à agência de notícias ABC, o presidente sírio passou a reconhecer que não havia mais como esconder as crueldades do seu governo, iniciando à partir de então, uma caçada aberta e clara a todos os moradores da Síria, que rejeitam, seu governo e que compartilham com os militares dissidentes, que formaram o rebelde Exército Livre (FSA - Free Syrian Army).
Neste mesmo período, durante os preparativos para as comemorações do NATAL de 2011, o serviço secreto sírio, agentes de segurança e "shabihas" (uma tribo síria mercenária) espalhados pelo mundo passaram a perseguir e matar sírios com nacionalidade estrangeira, que estivessem em concordância, manifestando qualquer tipo apoio público à Revolução Síria ou solidariedade aos seus compatriotas ora massacrados diariamente.
Mas o regime sírio não reconhece limites e as mortes só ganham requintes de crueldade, novos patrocinadores, recursos e tecnologias. Invadindo as redes sociais, em especial o Facebook, cujo nome faz (intencionalmente ou não) alusão a um termo jurídico árabe que trata da separação das leis islâmicas das leis que regem um país árabe em especial.
É hackeando as informações pessoais dos usuários, cada vez mais expostos pelas novas políticas de privacidade das redes sociais, que oferecem o mundo em troca destes dados, é que o regime sírio tem descoberto endereços físicos, por meio de rastreamento do endereço IP, mapeamento dos círculos de amizade, grau de parentesco e localização nos mapas geográficos. Isto sem falar nos números de telefones que são obrigados a ser informados para as redes sociais, para que o usuário tenha direito ao acesso livre às tecnologias disponíveis.
Neste contexto, as redes sociais passaram a repetir histórias de ficção de filmes hollywoodianos e a apresentar um elevado saldo de árabes mortos. Ainda há um número crescente de jornalistas e blogueiros internacionais, mortos por agentes de países repressores como a China, Síria e Iran entre outros.
| Logo da "Syrian Rev" Human Rights |
Nesta Sexta-Feira 20 de Abril de 2012, um numero enorme de páginas de Facebook ligadas à "Syrian Rev" foram hackeadas pelo serviço secreto sírio na web e passaram a enviar "pedidos de amizade" para usuários que condenam o massacre corrente no país. O resultado tem sido um número de pessoas terrivelmente exterminadas, e este processo está em plena evolução.
Todo este esforço para silenciar as vítimas do regime sírio, a opinião pública, a comunidade internacional, vem na intenção de garantir a manutenção do clã Assad no poder em parceria com o sanguinário partido Ba'ath, que também foi o Partido de Saddam Hussein, durante todo seu regime no Iraque.
Com a triste realidade, pode-se dizer que morte não só vem à cavalo, como navega literalmente na internet.
April 20, 2012
Posted by Unknown



