Translate
Showing posts with label Líbano. Show all posts
Líbano: 24 horas de confronto entre FSA (Exército Livre Sírio) e Hezbollah
De terça para quarta a situação na fronteira do Líbano com a Síria ficou ainda mais violenta. Com a infiltração do Hezbollah que tem atuado à serviço do regime sírio para exterminar os mais de 100 mil refugiados sírios no país, o FSA (Exército Livre Sírio) saiu em defesa do seu povo. Esta estratégia mantém o exército rebelde bastante ocupado enquanto a Síria se torna ainda mais frágil na mão de seu mais devastador inimigo: O Estado.
A agência síria de notícias rebelde "NBS" disse no início do dia que o Exército Livre lutou violentamente com o Hezbollah durante intensas 24 horas. O confronto se iniciou após a chegada do grupo terrorista Hezbollah que invadiu um número de aldeias localizadas na fronteira Síria/Líbano tendo sequestrado 37 civis e 2 dissidentes sírios. O relatório informou que estas aldeias (na altura de Homs) próximas da fronteira no Norte do Líbano, acabaram ficando sob fogo cruzado e ainda o fogo cerrado da artilharia síria.
A fonte citou o batalhão (77) Farouk como tendo saído em socorro dos sequestrados e em defesa do povo de Homs ligado à fronteira. Segundo a "NBS", o confronto foi encerrado com a campanha bem sucedida do "FSA" que negociou a troca de prisioneiros, tendo conseguido resgatar os 37 civis e os 2 dissidentes membros do FSA.
![]() |
| FSA (Free Syrian Army) indo em socorro dos 39 sequestrados pelo Hezbollah, na fronteira no Norte do Líbano. Foto: "NBS" |
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 17 de Maio de 2012 - 13h25 GMT-3
A agência síria de notícias rebelde "NBS" disse no início do dia que o Exército Livre lutou violentamente com o Hezbollah durante intensas 24 horas. O confronto se iniciou após a chegada do grupo terrorista Hezbollah que invadiu um número de aldeias localizadas na fronteira Síria/Líbano tendo sequestrado 37 civis e 2 dissidentes sírios. O relatório informou que estas aldeias (na altura de Homs) próximas da fronteira no Norte do Líbano, acabaram ficando sob fogo cruzado e ainda o fogo cerrado da artilharia síria.
A fonte citou o batalhão (77) Farouk como tendo saído em socorro dos sequestrados e em defesa do povo de Homs ligado à fronteira. Segundo a "NBS", o confronto foi encerrado com a campanha bem sucedida do "FSA" que negociou a troca de prisioneiros, tendo conseguido resgatar os 37 civis e os 2 dissidentes membros do FSA.
May 17, 2012
Posted by Unknown
Turquia abre fronteira para refugiados sírios. Mais de 420 já passaram.
Desde o início da ruptura causada pelo conflito de interesses entre o governo da Síria e o povo da Síria, que tem culminado em pesados massacres de civis, incluindo crianças, mulheres e idosos, é que muitas famílias têm procurado fugir do cerco total e desumano das cidades e dos violentos ataques das forças de segurança contra a população como um todo.
E desde as primeiras mortes em Damasco, é que multidões têm cruzado as fronteiras da Síria para buscar refúgio em outras regiões. Inicialmente o presidente Bashar Al-Assad buscava impedir que as pessoas conseguissem chegar do outro lado da fronteira temendo que estas pessoas poderiam tornar-se testemunhas vivas sobre os massacres e abusos de poder praticados diariamente no país. Para isto, o regime sempre se vale do bloqueio das cidades. O cerco militar reforçado por tanques do exército e inúmeros bloqueios nos bairros divididos em perímetros. As pessoas que são flagradas tentando furar o bloqueio para entrar ou sair são condenadas à execução imediata pelas forças de segurança ou pelo exército.
Inúmeros casos relatados inclusive com os nomes e bairros de origens das pessoas que foram fuziladas tentando atravessar os limites.
Quando as manifestações eclodiram, as forças de segurança foram às ruas. A primeira iniciativa do regime foi interromper as comunicações, prender jornalistas e expulsar as agências estrangeiras de notícias, dentre elas a Reuters que teve seu dois funcionário libaneses presos na tentativa de cobrir os protestos em Damasco e seu escritório foi fechado.
Enquanto as agências de notícias ainda são proibidas de entrar no país, as informações têm chegado até a nós, através do próprio povo da síria, e até pouco mais de um mês atrás, a única garantia que se podia ter, eram os vídeos e as fotos distribuidas online por ativistas e agências de notícias locais e independentes que têm trabalhado em conjunto para proporcionar o acesso do mundo ao conteúdo dos terrores patrocinados pelo governo autocrata da família Assad.
Há cerca de dois meses, alguns populares que haviam passado pelos campos de concentração do governo improvisados em escolas, campos de futebol e centros esportivos com grandes ginásios, conseguiram atravessar a fronteira da Síria com o Líbano, foi quando a Aljazeera começou a ter contato, entrevistar e gravar as primeiras vítimas do regime.
Mas há exatos 29 dias, as fronteiras e as cidades e bairros da Síria mais próximos da fronteira com o Líbano tornaram-se um verdadeiro inferno, quando as notícias publicadas por agências de notícias oficiais apresentavam provas concretas e testemunhais dos crimes contra civis praticados na repressão à revolta popular.
Esta janela de informação irritou Assad que procurou mover o cerco de Dara para as cidades fronteiriças como Homs e Idleb. Até ataques com mísseis contra fugitivos foram denunciados pela liderança da Revolução pacífica Síria. Na época ainda ocorreu o caso dos 10 supostos "trabalhadores" libaneses mortos por insurgentes, que na verdade, soube-se mais tarde que os trababalhadores eram militantes do Hesbolah que estavam indo ajudar o governo da Síria na tentativa de esmagar literalmente a revolução. Ainda hoje estes lugares têm vivido o maior massacre e mais violento abuso de autoridade já presenciado pelo próprio povo sírio.
Ontem à noite cerca de 120 imigrantes, entre eles mulheres e crianças, conseguiram atravessar a fronteira da Síria para a Turquia pedindo asilo. Muitos chegaram feridos e buscavam socorros médicos. Muitos têm saído
de Idleb na região de Vaga, nas imediações da Ponte Vaga onde têm se concentrado os principais e mais violentos conflitos, agora ainda com a novidade de grupos de terroristas e insurgentes que disputam com as forças de segurança pelo controle da revolução por motivos políticos.
De acordo com os sites "DarAlHayat" e "Anatolia", o governo da Turquia anunciou ontem à noite, na pessoa do primeiro Ministro Tayyip Erdogan que as suas fronteiras estão abertas para o povo da Síria. e seu país "não vai fechar a porta" na cara de refugiados que fogem da agitação na Síria.
O comunicado foi feito em uma conferência de imprensa em seu país.
Citando Dar Al Hayat que disse que o primeiro-ministro turco disse que:
Atualmente a Turquia, abriga mais de 991.300 refugiados vindas de todo o mundo árabe, principalmente saídos do Iran, Iraque e Afeganistão.
| Fonte da imagem: joshualandis.com |
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 08 de Junho de 2011 - 09h18min.
E desde as primeiras mortes em Damasco, é que multidões têm cruzado as fronteiras da Síria para buscar refúgio em outras regiões. Inicialmente o presidente Bashar Al-Assad buscava impedir que as pessoas conseguissem chegar do outro lado da fronteira temendo que estas pessoas poderiam tornar-se testemunhas vivas sobre os massacres e abusos de poder praticados diariamente no país. Para isto, o regime sempre se vale do bloqueio das cidades. O cerco militar reforçado por tanques do exército e inúmeros bloqueios nos bairros divididos em perímetros. As pessoas que são flagradas tentando furar o bloqueio para entrar ou sair são condenadas à execução imediata pelas forças de segurança ou pelo exército.
Inúmeros casos relatados inclusive com os nomes e bairros de origens das pessoas que foram fuziladas tentando atravessar os limites.
Quando as manifestações eclodiram, as forças de segurança foram às ruas. A primeira iniciativa do regime foi interromper as comunicações, prender jornalistas e expulsar as agências estrangeiras de notícias, dentre elas a Reuters que teve seu dois funcionário libaneses presos na tentativa de cobrir os protestos em Damasco e seu escritório foi fechado.
Enquanto as agências de notícias ainda são proibidas de entrar no país, as informações têm chegado até a nós, através do próprio povo da síria, e até pouco mais de um mês atrás, a única garantia que se podia ter, eram os vídeos e as fotos distribuidas online por ativistas e agências de notícias locais e independentes que têm trabalhado em conjunto para proporcionar o acesso do mundo ao conteúdo dos terrores patrocinados pelo governo autocrata da família Assad.
Há cerca de dois meses, alguns populares que haviam passado pelos campos de concentração do governo improvisados em escolas, campos de futebol e centros esportivos com grandes ginásios, conseguiram atravessar a fronteira da Síria com o Líbano, foi quando a Aljazeera começou a ter contato, entrevistar e gravar as primeiras vítimas do regime.
| Fonte da imagem: achrs.org |
Esta janela de informação irritou Assad que procurou mover o cerco de Dara para as cidades fronteiriças como Homs e Idleb. Até ataques com mísseis contra fugitivos foram denunciados pela liderança da Revolução pacífica Síria. Na época ainda ocorreu o caso dos 10 supostos "trabalhadores" libaneses mortos por insurgentes, que na verdade, soube-se mais tarde que os trababalhadores eram militantes do Hesbolah que estavam indo ajudar o governo da Síria na tentativa de esmagar literalmente a revolução. Ainda hoje estes lugares têm vivido o maior massacre e mais violento abuso de autoridade já presenciado pelo próprio povo sírio.
Ontem à noite cerca de 120 imigrantes, entre eles mulheres e crianças, conseguiram atravessar a fronteira da Síria para a Turquia pedindo asilo. Muitos chegaram feridos e buscavam socorros médicos. Muitos têm saído
de Idleb na região de Vaga, nas imediações da Ponte Vaga onde têm se concentrado os principais e mais violentos conflitos, agora ainda com a novidade de grupos de terroristas e insurgentes que disputam com as forças de segurança pelo controle da revolução por motivos políticos.
| Fonte da imagem: electronicintifada.net |
O comunicado foi feito em uma conferência de imprensa em seu país.
Citando Dar Al Hayat que disse que o primeiro-ministro turco disse que:
"a Turquia mantém a sua fronteira com a Síria é aberta no afluxo de refugiados que fogem dos combates da Síria em seu país"
Atualmente a Turquia, abriga mais de 991.300 refugiados vindas de todo o mundo árabe, principalmente saídos do Iran, Iraque e Afeganistão.
June 08, 2011
Posted by Unknown
Revolução Síria: Fuga em massa para o Líbano agora é combatida com bombardeios sírios
Os acessos oficias que cruzam a fronteira entre a Síria e o Líbano agora são bloqueados por grande massa de forças de seguranças e o exército sírio. Mas existem lugares improvisados que com um pouco de dificuldade, permitem chegar ao lado Líbano, mas não só estas passagens e brechas estão sendo ostensivamente combatidas, como as cidades e bairros localizados próximos à fronteira , agora têm sofrido pesados bombardeios, para impedir a fuga de civis, que provavelmente poderão mostar ao mundo o que realmente acontece por trás da violenta barreira em Damasco, Daraa e Homs.
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2011 - 22h57min.
Na verdade, milhares de sírios já cruzaram a fronteira desde o início dos protestos por volta de 18 de Março...
Agências árabes de notícias já chegaram a noticiar a fuga de pelo menos 500 pessoas, principalmente mulheres e crianças em um único dia para o Líbano.
A "Rede Cham" de notícias da Síria em sua página no facebook, tem confirmado que mísseis do exército Sírio têm sido lançados no lado do Líbano para atacar os refugiados.
A Aljazeera publicou o testemunho de um jovem que foi preso e torturado por tentar fugir da cidade do Banyas para uma aldeia no interior:
A mesma agência ainda notificou que mais de 7000 pessoas comuns estão sendo mantidas arbitráriamente em prisões improvisadas por toda a Síria. O sistema carcerário já está hiperlotado, entre os presos crianças e idosos, mas um número ainda maior de pessoas entre 20 e 50 anos de todos os níveis intelectuais, políticos e profissionais. Pessoas literalmente comuns.
A Organização dos Direitos Humanos afirmou que tem documentado centenas de centenas de pessoas que desapareceram durante as manifestações. A Aljazeera lembrou que "negar informações sobre um desaparecido constitui um crime internacional."
Ela também citou a afirmação da Anistia Internacional que relatou "diversos casos de detidos terem sido forçados a lamber sangue de mortos ou feridos no chão de uma prisão e outros que também beberam água do vaso sanitário depois de três dias de fome."
Vídeo: cinegrafista amador infiltrado nas forças de segurança flagra manifestantes prisioneiros sendo maltratados pelos militares. Segundo os vídeo mostrados no canal da Rede "Sham SNN" no Youtube, são estes jovens motoqueiros que prestam o serviço que as ambulâncias estão probidas de fazer. Quem ajuda um ferido ou salva uma vida paga um alto preço na Síria, nos dias atuais. Isto prova que a ordem é executar qualquer oposição ao governo em exercício.
A Aljazeera publicou o testemunho de um jovem que foi preso e torturado por tentar fugir da cidade do Banyas para uma aldeia no interior:
"...Preso simplesmente por tentar viajar de Banias de volta para casa em seu vilarejo, na periferia da cidade, o estudante tinha nada de valor para dizer a seus torturadores sobre a oposição política organizada ao presidente Assad e da ditadura da família que dura quarenta anos..."
| Fonte: Aljazeera.net |
A Organização dos Direitos Humanos afirmou que tem documentado centenas de centenas de pessoas que desapareceram durante as manifestações. A Aljazeera lembrou que "negar informações sobre um desaparecido constitui um crime internacional."
Ela também citou a afirmação da Anistia Internacional que relatou "diversos casos de detidos terem sido forçados a lamber sangue de mortos ou feridos no chão de uma prisão e outros que também beberam água do vaso sanitário depois de três dias de fome."
Vídeo: cinegrafista amador infiltrado nas forças de segurança flagra manifestantes prisioneiros sendo maltratados pelos militares. Segundo os vídeo mostrados no canal da Rede "Sham SNN" no Youtube, são estes jovens motoqueiros que prestam o serviço que as ambulâncias estão probidas de fazer. Quem ajuda um ferido ou salva uma vida paga um alto preço na Síria, nos dias atuais. Isto prova que a ordem é executar qualquer oposição ao governo em exercício.
<iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/iHk_YcTNqB8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
May 15, 2011
Posted by Unknown

