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Brasil e ONU condenam massacre de AlTreimseh em Hama
O Governo brasileiro publicou uma nota, por meio do Ministério das Relações Exteriores condenando o massacre de civis desarmados na aldeia de "AlTreimseh", na cidade de Hama. Esta condenação veio após a última sessão das Nações Unidas sobre os últimos acontecimentos violentos na Síria, orquestrados pelo regime sírio e correspondido pela oposição.
O governo brasileiro publicou neste Sábado uma nota em condenação aos massacre de "AlTreimseh", em Hama. Na mensagem o governo brasileiro "condena veementemente a repressão violenta contra civis desarmados.." a mensagem ainda insta o regime sírio arespeitar o acordo efetuado em 2011 com as Nações Unidas de cessar-fogo, a retirada do exército das ruas entre outras resoluções determinadas no "Plano de Annan".
Nações Unidas
Declaração esta considerada rara já que o Brasil deficilmente demonstrava sua verdadeira posição com relação à Síria, um grande parceiro em negócios bilaterais realizados anteriormente à revolução.
Esta declaração também veio em consequência da nova resolução das Nações Unidas condenando o massacre. De acordo com a assessoria de imprensa das Nações Unidas, o Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon manifestou-se "indignado" quando teve acesso às notícias do novo massacre cometido pelo regime sírio, descrevendo a ação como um "assassinato por encomenda", destacando que a assessoria de imprensa das Nações Unidas apontaram o massacre de "AlTreimseh" como o incidente mais violento desde o início da revolução popular síria em Março de 2011. Ki-moon disse que este massacre levanta "sérias dúvidas sobre a recente manifestação o presidente sírio, Bashar al-Assad" ao reiterar seu ... "compromisso com o plano de seis pontos apresentado pelo Enviado Especial Conjunto" Koff Annan.
Koff Annan por sua vez condenou "nos termos mais fortes" a violência exercida pelo regime sírio contra a população de "AlTreimseh", e em um comunicado se mostrou "chocado e consternado".
Já o Presidente da Assembleia Geral Nassir "Abdulaziz Al-Nasser" pediu ao regime sírio para oferecer a proteção necessária para a UNISMIS (Missão dos Observadores) continuarem seu trabalho, e "visitar o local das atrocidades para fornecer os relatórios."
Em Homas os bombardeios não param há 36 dias. Só neste sábado mais de 100 feridos e 7 mortos em Al-Houla em consequência dos bombardeios por morteiros e ataques aéreos.
Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe do blogHumans)
Rio de Janeiro, 14 de Julho de 2012 - 08h09 GMT-3
"O Governo brasileiro insta o Governo sírio a interromper imediatamente quaisquer ações militares contra civis desarmados e a cooperar com a Missão de Supervisão das Nações Unidas na Síria (UNSMIS) permitindo-lhe acesso irrestrito aos locais conflagrados por conflitos, conforme mandato do Conselho de Segurança da ONU, por meio das Resoluções 2042 e 2043.
O Brasil reitera seu apoio aos resultados da Conferência de Grupo de Ação sobre a Síria, realizada em Genebra, em 30 de junho de 2012."
Nações Unidas
Declaração esta considerada rara já que o Brasil deficilmente demonstrava sua verdadeira posição com relação à Síria, um grande parceiro em negócios bilaterais realizados anteriormente à revolução.
Esta declaração também veio em consequência da nova resolução das Nações Unidas condenando o massacre. De acordo com a assessoria de imprensa das Nações Unidas, o Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon manifestou-se "indignado" quando teve acesso às notícias do novo massacre cometido pelo regime sírio, descrevendo a ação como um "assassinato por encomenda", destacando que a assessoria de imprensa das Nações Unidas apontaram o massacre de "AlTreimseh" como o incidente mais violento desde o início da revolução popular síria em Março de 2011. Ki-moon disse que este massacre levanta "sérias dúvidas sobre a recente manifestação o presidente sírio, Bashar al-Assad" ao reiterar seu ... "compromisso com o plano de seis pontos apresentado pelo Enviado Especial Conjunto" Koff Annan.
Koff Annan por sua vez condenou "nos termos mais fortes" a violência exercida pelo regime sírio contra a população de "AlTreimseh", e em um comunicado se mostrou "chocado e consternado".
Já o Presidente da Assembleia Geral Nassir "Abdulaziz Al-Nasser" pediu ao regime sírio para oferecer a proteção necessária para a UNISMIS (Missão dos Observadores) continuarem seu trabalho, e "visitar o local das atrocidades para fornecer os relatórios."
O General Mood foi citado pela fonte como que confirmando o uso de armamento pesado como tanques e helicópteros em fogo indireto contra civis e bombardeio de residências na aldeia. Mood disse que a UNISMIS está pronta para ingressar no local da violência para verificar as denúncias, à partir do momento que o cessar-fogo "credível" for confirmado na região.
Novo massacre
A rotina do regime sírio continua inalterada. Neste momento a regiçao de Al-Houla segue sendo bombardeada há 14 dias consecutivos e a população está percebendo que um novo massacre está prestes a acontecer. Liberdade para cometer crimes hediondos sem qualquer dificuldade, o ditador Bashar Al-Assad mostra-se tranquilo e seguro. E ao contrário do que muita gente pode pensar, a população síria não está nada feliz com as posições de Koffi Annan e das Nações Unidas. "Declarações nos termos mais fortes" não serão suficientes para impedir que bombas de fragmentação explodam nos bairros sírios e nem impedirão a ação das milícias de shabihas que degolam e mutilam mulheres e crianças, além de estrupá-las.
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| Bombardeio em Homs 36 dias completos |
Dentre os mortos hoje, uma mão e seus 3 filhos.
Uma outra criança foi retirada dos escombros ainda com vida durante o bombardeio que já ultrapassa das 2 horas seguidas sem intervalo. O número de vítimas só hoje em Homs é de 40 pessoas. Quem contou esta triste realidade foi o ativista sírio Hadi Al-Abdullah.
Síria Urgente: Corpos em decomposição nas ruas elevam risco de pandemia ~ Aguda crise humanitária.
A guerra na Síria tem chegado ao cúmulo de centenas de corpos de combatentes e civis em decomposição deixados nas ruas, sem que ninguém (nem mesmo parentes) consiga resgatá-los devido ao elevado risco mediante aos intensos bombardeios e tiroteios. O ar contaminado e vários sintomas encontrados nos muitos pacientes que foram atendidos nos hospitais de campanha alertam para um sério risco de pandemia no país.
A ativista disse ainda que moradores estão implorando a inserção de especialistas em epidemias para acompanhar o retorno dos moradores, bem como para fazer uma avaliação da saúde pública, e esterilização do ar, água e do solo.
Há muitas regiões sem água, gás de cozinha, energia elétrica, estradas cortadas e apesar de tantas outras necessidades, o bombardeio de suas casas é ainda um gritante agravante.
O ultimo relatório da ONU revelava que mais de 1,5 milhão de pessoas viviam até 23 de Junho em situação humanitária de grave risco. Para a Cruz Vermelha a situação não tem sido diferente. Atuando diretamente em contato com o conflito e a sociedade civil severamente afetada pela crise política armada.
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| Uma família das muitas que não possuem mais gás de cozinha, muito menos uma cozinha, ou mesmo uma casa. "Homs" |
Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional da Revolução Árabe do BlogHumans)
Rio de Janeiro, 07 de Julho de 2012 - 16h39 GMT-3
Kat Hanson, importante ativista que faz parte do "JIRABH" conversou com profissionais que atuam na área da saúde na Síria e obteve este feedback bastante preocupante. Médicos e moradores de diversos bairros ocupados pelo regime sírio com objetivo de expulsar os dissidentes que lutam para retirar Bashar Al-Assad do poder, alertam para o elevado número de corpos em decomposição nas ruas têm proporcionado a multiplicação de moscas de forma elevada. Associado a isto o mau cheiro, ainda gatos e cães, entre outros seres vivos estão sendo atraídos para uma disputa por pedaços de carne humana podre, inclusive nas esquinas onde o lixo costuma ser depositado à espera de coleta.
"Os médicos não descartaram a existência de um simulacro de peste nas cidades. Apelo aos organismos internacionais e organizações internacionais de saúde a intervir para avaliar o estado de saúde e tratamento de ar, água, solo e se livrar das moscas e cães e gatos, a fim de assegurar o nível mais baixo de saúde antes de entrar na cidade." alertou a ativista Kat Hanson
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| Casas derrubadas sobre as cabeças de seus habitantes não são mais novidades na Síria. Muitos corpos deixados para trás e a empresa de limpeza urbana diz não ter capacidade para gerir tal crise. "Homsi" |
Profissionais de saúde afirmaram que tem se agravado muito os casos de pacientes postos em isolamento para tratamento intensivo. De acordo com os médicos entrevistados, as doenças mais visíveis até o momento são:
- Piolhos
- Sarna
- Disenteria
- Sensibilidade
- Debilidade geral
- Febre
- Vômitos
Há muitas regiões sem água, gás de cozinha, energia elétrica, estradas cortadas e apesar de tantas outras necessidades, o bombardeio de suas casas é ainda um gritante agravante.
O ultimo relatório da ONU revelava que mais de 1,5 milhão de pessoas viviam até 23 de Junho em situação humanitária de grave risco. Para a Cruz Vermelha a situação não tem sido diferente. Atuando diretamente em contato com o conflito e a sociedade civil severamente afetada pela crise política armada.
July 07, 2012
Posted by Unknown
Síria: Forte candidata ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Ou a Síria tem um poder político acima do mundo ou o mundo é controlado pela Rússia e a China e a Síria é o seu pupilo. Não há nada que possa explicar tamanhas discrepâncias. Um país com um governo que pratica extermínio massivo há 48 anos, num regime ditatorial tão violento ou mais que o nazismo, ainda tem vaga garantida no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas?
Estados Unidos e União Européia estão agora travando a maior batalha para no dia de hoje convencer aos 47 Estados-membros das Nações Unidas sobre a rejeição da candidatura da República Democrática da Síria no Conselho de Direitos Humanos da Síria. Uma iniciativa que partiu do HRW no ano passado desde que Al-Assad se candidatou, logo no início dos protestos pacíficos (março de 2012) que seus manifestantes foram sendo massacrados por tropas e milícias contratadas por Al-Assad até que por necessidade de auto-defesa começaram a buscar suas próprias armas (a partir de junho 2011) , uma vez que o regime sírio ordenou a invasão das casas e a matança de todas as pessoas que são contra seu governo (até os dias de hoje).
Dentre as milícias empregadas para matar seus opositores o regime sírio contratou:
A Coordenação de Locais da Síria em Idlib relatou na última hora, que desde que a campanha do regime começou na cidade há 3 dias há pelo menos 100 mortes registradas. De acordo com o ativista Fadi Yaseen que é membro da "CCLSy" que afirmou que o número de mortos pode ser ainda maior já que muitos corpos estão debaixo dos escombros e as condições humanitárias no bairro de Khan Sheikoun são no mínimo "miseráveis". responsável por esta tragédia humanitária, o regime sírio tem praticado o...
A CCLSy afirmou que nas primeiras horas do dia já 20 corpos haviam sido identificados.
Neste momento está acontecendo em Paris, a "Conferência dos Amigos da Síria" que conta com a participação de inúmeras autoridades árabes e ocidentais. A Ugarit (Agência de notícias independente síria) citou o primeiro-ministro do Qatar Jassem Bin como dizendo:
"Estamos à procura de uma maneira segura para sair da crise e o povo sírio não posiciona, mas ação é esperada de nós," disse acrescentando ainda: "a mudança está chegando".
Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe do BlogHumans)
Rio de Janeiro, 06 de Julho de 2012 - 07h52 GMT-3
Atualização: 09h56
Atualização: 09h56
Estados Unidos e União Européia estão agora travando a maior batalha para no dia de hoje convencer aos 47 Estados-membros das Nações Unidas sobre a rejeição da candidatura da República Democrática da Síria no Conselho de Direitos Humanos da Síria. Uma iniciativa que partiu do HRW no ano passado desde que Al-Assad se candidatou, logo no início dos protestos pacíficos (março de 2012) que seus manifestantes foram sendo massacrados por tropas e milícias contratadas por Al-Assad até que por necessidade de auto-defesa começaram a buscar suas próprias armas (a partir de junho 2011) , uma vez que o regime sírio ordenou a invasão das casas e a matança de todas as pessoas que são contra seu governo (até os dias de hoje).
Dentre as milícias empregadas para matar seus opositores o regime sírio contratou:
- Hezbollah
- Shabihas (tribo síria de assassinos e torturadores)
- Guarda Republicana Iraniana
- Guarda Republicana Russa
- Estrategistas iranianos e russos com experiência nos conflitos de Kosovo e Bósnia. Ainda mercenários iranianos, iraquianos e libaneses entre outros.
Tudo isto para matar civis., quando a revolução ainda era pacífica. A maioria dos estrangeiros citados acima já estavam operando na Síria entre Maio e Junho de 2011, quando mais de 50% do país já era à favor do fim do regime Al-Assad. Como forma de se manter no poder, o presidente sírio decidiu matar os manifestantes contratando atiradores de elite altamente treinados em guerras que marcaram a história, como a Bósnia. Sua meta era exterminar a oposição e seus líderes antes que 100% do país se virasse contra ele.
Mas depois de 16 meses prendendo, torturando, mutilando e matando... Ainda assim, o país se mantém firme na rejeição ainda maior de um dos piores ditadores que a história pode registrar!
Longe de aceitar a Democracia como estilo de vida moderno e importante para a globalização, Al-Assad copiou a receita praticada por seu pai durante todo o seu governo. Mas este segue rumo ao completo fracasso, mesmo sem a intervenção militar internacional. Mais de 16 mil civis mortos em 16 meses, sem contar com militares e shabihas, forças de segurança entre outros pró-assad! Só na quarta (4) 200 shabihas foram mortos em confrontos com o FSA (Exército Livre Sírio).
Vídeo: Nesta manhã, um violento confronto armado entre as forças do regime e as forças rebeldes, que lutam para retirar Bashar Al-Assad do poder, recrutando dissidentes, civis e milícias profissionais não-governamentais.
A Coordenação de Locais da Síria em Idlib relatou na última hora, que desde que a campanha do regime começou na cidade há 3 dias há pelo menos 100 mortes registradas. De acordo com o ativista Fadi Yaseen que é membro da "CCLSy" que afirmou que o número de mortos pode ser ainda maior já que muitos corpos estão debaixo dos escombros e as condições humanitárias no bairro de Khan Sheikoun são no mínimo "miseráveis". responsável por esta tragédia humanitária, o regime sírio tem praticado o...
"bombardeio indiscriminado que continua por três dias com todos os tipos de armamento pesado, a ruptura completa de todos os tipos de serviços de telecomunicações, e ataque continuado, prisão, campanha de queima de casas. Adicionalmente, muitos corpos estão sob os escombros e vários detidos são usados como escudos humanos pelo exército do regime."
A CCLSy afirmou que nas primeiras horas do dia já 20 corpos haviam sido identificados.
Neste momento está acontecendo em Paris, a "Conferência dos Amigos da Síria" que conta com a participação de inúmeras autoridades árabes e ocidentais. A Ugarit (Agência de notícias independente síria) citou o primeiro-ministro do Qatar Jassem Bin como dizendo:
"Estamos à procura de uma maneira segura para sair da crise e o povo sírio não posiciona, mas ação é esperada de nós," disse acrescentando ainda: "a mudança está chegando".
Ugarit citou ainda a fala do Ministro de Negócios Estrangeiros como se referindo à saída do presidente Bashar Al-Assad para o exílio, que segundo a fonte citou como dizendo que Al-Assad "não pode ser recebido em um país tão grande como a Rússia ou França ou Estados Unidos."
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| Oficiais superiores dissidentes da Marinha, Exército e Aeronáutica síria nesta semana. |
Confrontos e deserções
Combates francos vem sendo praticados pelo Exército Livre que informou que numa violenta troca de tiros em Deir Al-Azour nesta manhã, resultou na deserção de um grande número de militares do exército regular que imediatamente passaram para o lado rebelde (durante o combate).
Outra deserção anunciada ontem que chamou muito a atenção, foi o General de Brigada Mustafá Talas (Tlass) que ao deixar o comando da 105 Brigada Republicana partiu para a Turquia. Nesta Sexta foi informado que o FSA não acreditou em seu arrependimento e o militar não foi aceito nas fileiras rebeldes. Outras fontes acreditam que o militar tenha buscado exílio em outro país árabe. Gen Talas foi citado como tendo deixado a Turquia no dia de ontem. Talas é ex-ministro da Defesa e sua saída é tida como um duro golpe para o regime sírio.
O povo sírio continua desafiando o violento regime e saiu massivamente às demonstrações pacíficas pedindo a queda do ditador Bashar Al-Assad e o fim do governo liderado pelo partido Ba'ath (o mesmo que regia o governo de Saddam Hussein). Em consequência do enfrentamento popular, o regime sírio tem retribuído com tiros aleatórios, prisões massivas, torturas, presos sendo utilizados como escudos humanos na luta contra o FSA que sai em busca de resgatar a população civil das garras do terroristas que agem em nome do governo, citando ainda que um jovem foi detido e violado hoje por forças de segurança em Daara. A informação foi divulgada pela agência independente síria FNN.
Um relatório de fonte não-oficial revela que mais de 5 mil refugiados cruzaram a fronteira para Jordânia na última semana. fonte: Balladnews.
July 06, 2012
Posted by Unknown






