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Brasil e ONU condenam massacre de AlTreimseh em Hama

O Governo brasileiro publicou uma nota, por meio do Ministério das Relações Exteriores condenando o massacre de civis desarmados na aldeia de "AlTreimseh", na cidade de Hama. Esta condenação veio após a última sessão das Nações Unidas sobre os últimos acontecimentos violentos na Síria, orquestrados pelo regime sírio e correspondido pela oposição.

Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe do blogHumans)
Rio de Janeiro, 14 de Julho de 2012 - 08h09 GMT-3

O governo brasileiro publicou neste Sábado uma nota em condenação aos massacre de "AlTreimseh", em Hama. Na mensagem o governo brasileiro "condena veementemente a repressão violenta contra civis desarmados.." a mensagem ainda insta o regime sírio arespeitar o acordo efetuado em 2011 com as Nações Unidas de cessar-fogo, a retirada do exército das ruas entre outras resoluções determinadas no "Plano de Annan".

"O Governo brasileiro insta o Governo sírio a interromper imediatamente quaisquer ações militares contra civis desarmados e a cooperar com a Missão de Supervisão das Nações Unidas na Síria (UNSMIS) permitindo-lhe acesso irrestrito aos locais conflagrados por conflitos, conforme mandato do Conselho de Segurança da ONU, por meio das Resoluções 2042 e 2043.
O Brasil reitera seu apoio aos resultados da Conferência de Grupo de Ação sobre a Síria, realizada em Genebra, em 30 de junho de 2012."

Nações Unidas

Declaração esta considerada rara já que o Brasil deficilmente demonstrava sua verdadeira posição com relação à Síria, um grande parceiro em negócios bilaterais realizados anteriormente à revolução.
Esta declaração também veio em consequência da nova resolução das Nações Unidas condenando o massacre. De acordo com a assessoria de imprensa das Nações Unidas, o Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon manifestou-se "indignado" quando teve acesso às notícias do novo massacre cometido pelo regime sírio, descrevendo a ação como um "assassinato por encomenda", destacando que a assessoria de imprensa das Nações Unidas apontaram o massacre de "AlTreimseh" como o incidente mais violento desde o início da revolução popular síria em Março de 2011. Ki-moon disse que este massacre levanta "sérias dúvidas sobre a recente manifestação o presidente sírio, Bashar al-Assad" ao reiterar seu ... "compromisso com o plano de seis pontos apresentado pelo Enviado Especial Conjunto" Koff Annan.


Koff Annan por sua vez condenou "nos termos mais fortes" a violência exercida pelo regime sírio contra a população de "AlTreimseh", e em um comunicado se mostrou "chocado e consternado".






Já o Presidente da Assembleia Geral Nassir "Abdulaziz Al-Nasser" pediu ao regime sírio para oferecer a proteção necessária para a UNISMIS (Missão dos Observadores) continuarem seu trabalho, e "visitar o local das atrocidades para fornecer os relatórios."

O General Mood foi citado pela fonte como que confirmando o uso de armamento pesado como tanques e helicópteros em fogo indireto contra civis e bombardeio de residências na aldeia. Mood disse que a UNISMIS está pronta para ingressar no local da violência para verificar as denúncias, à partir do momento que o cessar-fogo "credível" for confirmado na região.



Novo massacre

A rotina do regime sírio continua inalterada. Neste momento a regiçao de Al-Houla segue sendo bombardeada há 14 dias consecutivos e a população está percebendo que um novo massacre está prestes a acontecer. Liberdade para cometer crimes hediondos sem qualquer dificuldade, o ditador Bashar Al-Assad mostra-se tranquilo e seguro. E ao contrário do que muita gente pode pensar, a população síria não está nada feliz com as posições de Koffi Annan e das Nações Unidas. "Declarações nos termos mais fortes" não serão suficientes para impedir que bombas de fragmentação explodam nos bairros sírios e nem impedirão a ação das milícias de shabihas que degolam e mutilam mulheres e crianças, além de estrupá-las.

Bombardeio em Homs 36 dias completos
Em Homas os bombardeios não param há 36 dias. Só neste sábado mais de 100 feridos e 7 mortos em Al-Houla em consequência dos bombardeios por morteiros e ataques aéreos.

Dentre os mortos hoje, uma mão e seus 3 filhos.
Uma outra criança foi retirada dos escombros ainda com vida durante o bombardeio que já ultrapassa das 2 horas seguidas sem intervalo. O número de vítimas só hoje em Homs é de 40 pessoas. Quem contou esta triste realidade foi o ativista sírio Hadi Al-Abdullah.
July 14, 2012
Posted by Unknown

Síria Urgente: Corpos em decomposição nas ruas elevam risco de pandemia ~ Aguda crise humanitária.

A guerra na Síria tem chegado ao cúmulo de centenas de corpos de combatentes e civis em decomposição deixados nas ruas, sem que ninguém (nem mesmo parentes) consiga resgatá-los devido ao elevado risco mediante aos intensos bombardeios e tiroteios. O ar contaminado e vários sintomas encontrados nos muitos pacientes que foram atendidos nos hospitais de campanha alertam para um sério risco de pandemia no país.


Uma família das muitas que não possuem mais  gás de cozinha,
muito menos uma cozinha, ou mesmo uma casa. "Homs"
Rio de Janeiro, 07 de Julho de 2012 - 16h39 GMT-3

Kat Hanson, importante ativista que faz parte do "JIRABH" conversou com profissionais que atuam na área da saúde na Síria e obteve este feedback bastante preocupante. Médicos e moradores de diversos bairros ocupados pelo regime sírio com objetivo de expulsar os dissidentes que lutam para retirar Bashar Al-Assad do poder, alertam para o elevado número de corpos em decomposição nas ruas têm proporcionado a multiplicação de moscas de forma elevada.  Associado a isto o mau cheiro, ainda gatos e cães, entre outros seres vivos estão sendo atraídos para uma disputa por pedaços de carne humana podre, inclusive nas esquinas onde o lixo costuma ser depositado à espera de coleta. 

"Os médicos não descartaram a existência de um simulacro de peste nas cidades. Apelo aos organismos internacionais e organizações internacionais de saúde a intervir para avaliar o estado de saúde e tratamento de ar, água, solo e se livrar das moscas e cães e gatos, a fim de assegurar o nível mais baixo de saúde antes de entrar na cidade." alertou a ativista Kat Hanson

Casas derrubadas sobre as cabeças de seus habitantes
não são mais novidades na Síria. Muitos corpos deixados
para trás e a empresa de limpeza urbana diz não ter capacidade
para gerir tal crise. "Homsi"
A ativista disse ainda que moradores estão implorando a inserção de especialistas em epidemias para acompanhar o retorno dos moradores, bem como para fazer uma avaliação da saúde pública, e esterilização do ar, água e do solo.

Profissionais de saúde afirmaram que tem se agravado muito os casos de pacientes postos em isolamento para tratamento intensivo. De acordo com os médicos entrevistados, as doenças mais visíveis até o momento são:
  1. Piolhos
  2. Sarna
  3. Disenteria
  4. Sensibilidade
  5. Debilidade geral
  6. Febre
  7. Vômitos
Além destes sintomas, há outros mais diversificados que podem estar evidenciando o caso de uma pandemia, disseram os médicos preocupados.


Há muitas regiões sem água, gás de cozinha, energia elétrica, estradas cortadas e apesar de tantas outras necessidades, o bombardeio de suas casas é ainda um gritante agravante.

O ultimo relatório da ONU revelava que mais de 1,5 milhão de pessoas viviam até 23 de Junho em situação humanitária de grave risco. Para a Cruz Vermelha a situação não tem sido diferente. Atuando diretamente em contato com o conflito e a sociedade civil severamente afetada pela crise política armada.

Síria: Forte candidata ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Ou a Síria tem um poder político acima do mundo ou o mundo é controlado pela Rússia e a China e a Síria é o seu pupilo. Não há nada que possa explicar tamanhas discrepâncias. Um país com um governo que pratica extermínio massivo há 48 anos, num regime ditatorial tão violento ou mais que o nazismo, ainda tem vaga garantida no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas?

Menina atingida em casa por bombardeio do exército sírio chegou desacordada
em estado grave no hospital de campanha que já atendia a mais de 2000 feridos
pelas forças de segurança à serviço do regime de Al-Assad.
Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe do BlogHumans)
Rio de Janeiro, 06 de Julho de 2012 - 07h52 GMT-3
Atualização: 09h56

Estados Unidos e União Européia estão agora travando a maior batalha para no dia de hoje convencer aos 47 Estados-membros das Nações Unidas sobre a rejeição da candidatura da República Democrática da Síria no Conselho de Direitos Humanos da Síria. Uma iniciativa que partiu do HRW no ano passado desde que Al-Assad se candidatou, logo no início dos protestos pacíficos (março de 2012) que seus manifestantes foram sendo massacrados por tropas e milícias contratadas por Al-Assad até que por necessidade de auto-defesa começaram a buscar suas próprias armas (a partir de junho 2011) , uma vez que o regime sírio ordenou a invasão das casas e a matança de todas as pessoas que são contra seu governo (até os dias de hoje).

Dentre as milícias empregadas para matar seus opositores o regime sírio contratou:
  1. Hezbollah
  2. Shabihas (tribo síria de assassinos e torturadores)
  3. Guarda Republicana Iraniana
  4. Guarda Republicana Russa
  5. Estrategistas iranianos e russos com experiência nos conflitos de Kosovo e Bósnia. Ainda mercenários iranianos, iraquianos e libaneses entre outros.

Tudo isto para matar civis., quando a revolução ainda era pacífica. A maioria dos estrangeiros citados acima já estavam operando na Síria entre Maio e Junho de 2011, quando mais de 50% do país já era à favor do fim do regime Al-Assad. Como forma de se manter no poder, o presidente sírio decidiu matar os manifestantes contratando atiradores de elite altamente treinados em guerras que marcaram a história, como a Bósnia. Sua meta era exterminar a oposição e seus líderes antes que 100% do país se virasse contra ele.
Mas depois de 16 meses prendendo, torturando, mutilando e matando... Ainda assim, o país se mantém firme na rejeição ainda maior de um dos piores ditadores que a história pode registrar!

Longe de aceitar a Democracia como estilo de vida moderno e importante para a globalização, Al-Assad copiou a receita praticada por seu pai durante todo o seu governo. Mas este segue rumo ao completo fracasso, mesmo sem a intervenção militar internacional. Mais de 16 mil civis mortos em 16 meses, sem contar com militares e shabihas, forças de segurança entre outros pró-assad! Só na quarta (4) 200 shabihas foram mortos em confrontos com o FSA (Exército Livre Sírio).

Vídeo: Nesta manhã, um violento confronto armado entre as forças do regime e as forças rebeldes, que lutam para retirar Bashar Al-Assad do poder, recrutando dissidentes, civis e milícias profissionais não-governamentais.




A Coordenação de Locais da Síria em Idlib relatou na última hora, que desde que a campanha do regime começou na cidade há 3 dias há pelo menos 100 mortes registradas. De acordo com o ativista Fadi Yaseen que é membro da "CCLSy" que afirmou que o número de mortos pode ser ainda maior já que muitos corpos estão debaixo dos escombros e as condições humanitárias no bairro de Khan Sheikoun são no mínimo "miseráveis". responsável por esta tragédia humanitária, o regime sírio tem praticado o... 

"bombardeio indiscriminado que continua por três dias com todos os tipos de armamento pesado, a ruptura completa de todos os tipos de serviços de telecomunicações, e ataque continuado, prisão, campanha de queima de casas. Adicionalmente, muitos corpos estão sob os escombros e vários detidos são usados ​​como escudos humanos pelo exército do regime."

A CCLSy afirmou que nas primeiras horas do dia já 20 corpos haviam sido identificados.

Neste momento está acontecendo em Paris, a "Conferência dos Amigos da Síria" que conta com a participação de inúmeras autoridades árabes e ocidentais. A Ugarit (Agência de notícias independente síria) citou o primeiro-ministro do Qatar Jassem Bin como dizendo:

"Estamos à procura de uma maneira segura para sair da crise e o povo sírio não posiciona, mas ação é esperada de nós," disse acrescentando ainda: "a mudança está chegando".

Ugarit citou ainda a fala do Ministro de Negócios Estrangeiros como se referindo à saída do presidente Bashar Al-Assad para o exílio, que segundo a fonte citou como dizendo que Al-Assad "não pode ser recebido em um país tão grande como a Rússia ou França ou Estados Unidos."

Oficiais superiores dissidentes da Marinha, Exército e Aeronáutica síria nesta semana.
Confrontos e deserções

Combates francos vem sendo praticados pelo Exército Livre que informou que numa violenta troca de tiros em Deir Al-Azour nesta manhã, resultou na deserção de um grande número de militares do exército regular que imediatamente passaram para o lado rebelde (durante o combate).

Outra deserção anunciada ontem que chamou muito a atenção, foi o General de Brigada Mustafá Talas (Tlass) que ao deixar o comando da 105 Brigada Republicana partiu para a Turquia. Nesta Sexta foi informado que o FSA não acreditou em seu arrependimento e o militar não foi aceito nas fileiras rebeldes. Outras fontes acreditam que o militar tenha buscado exílio em outro país árabe. Gen Talas foi citado como tendo deixado a Turquia no dia de ontem. Talas é ex-ministro da Defesa e sua saída é tida como um duro golpe para o regime sírio.

O povo sírio continua desafiando o violento regime e saiu massivamente às demonstrações pacíficas pedindo a queda do ditador Bashar Al-Assad e o fim do governo liderado pelo partido Ba'ath (o mesmo que regia o governo de Saddam Hussein). Em consequência do enfrentamento popular, o regime sírio tem retribuído com tiros aleatórios, prisões massivas, torturas, presos sendo utilizados como escudos humanos na luta contra o FSA que sai em busca de resgatar a população civil das garras do terroristas que agem em nome do governo, citando ainda que um jovem foi detido e violado hoje por forças de segurança em Daara. A informação foi divulgada pela agência independente síria FNN.

Um relatório de fonte não-oficial revela que mais de 5 mil refugiados cruzaram a fronteira para Jordânia na última semana. fonte: Balladnews.

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