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Síria: Silêncio mortal: Ativistas se calam diante do desinteresse global.

As mortes na Síria  não param. A escalada de violência cresce com a corrida desesperada do regime sírio para esmagar seus opositores, que neste momento estão completamente sozinhos e com escassez de suprimentos. Na sexta, o saldo de mortos chegou a 144. Mas ninguém fala a respeito. Os ativistas estão em silêncio.


Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe)
Rio de Janeiro, 24 de JUnho de 2012 - 08h59 GMT-3

Logo após o anúncio do chefe da UNSMIS sobre a suspensão do trabalho dos Observadores na Síria em decorrência da crescente violência, um silêncio ensurdecedor tomou conta da comunidade internacional de ativistas de Direitos Humanos e ativistas políticos. Após 16 meses de confrontos intensos, saldo médio de mais de mil mortes de civis por mês e enorme desgaste físico e emocional, sem falar os mais de 500 ativistas sírios que pagaram com a vida... Nada mudou.

Bashar Al-Assad continua oprimindo, reprimindo e destruindo tudo e todos ao seu redor. Comunidade internacional cansada de confirmar as causas das mortes no país, procura os meios mais controversos possíveis, enquanto fala sobre cessar definitivamente a mortandade, cria oportunidades para que as mortandades continuem em ritmo cada vez mais acelerado e crescente. De que forma? Se limitando a declarações fortes e concedendo mais prazos ao ditador Bashar Al-Assad para cessar a violência. Pedir para o regime sírio cessar a violência de forma imediata é o mesmo que ordenar que esmague a oposição em 24 horas. Pressão esta que vem também da China, Rússia, Iran, Venezuela e Índia, dentre tantos aliados.

Na prática mais de 80% dos ativistas deixaram de falar sobre a Síria no decorrer das últimas 2 semanas. Este sinal claro de desgaste e revolta tem completa ligação com a situação crítica que as Nações Unidas têm se encontrado. Dividida entre estados pró-assad e anti-assad, a ONU parece a Síria. A maioria é contra, mas a minoria é mais forte (china, Russia, Irã, Índia, entre outros).

Um apagão de informações natural que atingiu a internet, sem que o regime sírio tenha sido diretamente responsável, apesar de ser a razão da angústia internacional que levou milhares de ativistas a se calarem mediante a tão macabra campanha política armada contra sua oposição...

A tendência é o povo sírio se fechar em sua própria guerra, aliando-se a grupos e milícias independentes e privadas


..ou se deixando massacrar como ovelhas mudas no matadouro. Um castigo lastimável.

ONU: Conselho de Direitos Humanos votará hoje sobre a crise na Síria.

Nesta Quinta, o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas inciará uma nova votação às 19h (hora de Genebra) de uma nova resolução na tentativa de dar fim aos contínuos massacres de civis na Síria, que no dia 15 deste mês completou 1 ano resultando na morte de mais de 8.000 civis.

Criança síria ferida por tiro de fuzil na perna ontem.
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 22 de Março de 2012 - 08h42min GMT-3
Atualização: 17h02min

A última resolução proposta pelos estados árabes Turquia, Arábia Saudita, Qatar e Kuwait foi aprovada com 37 votos à favor e apenas 3 contra (Rússia, China e Cuba) e 3 abstenções (Índia, Equador e Filipinas).

A UNHCR propôe resoluções que também estão aguardando votação contra outros países que engrossam a lista dos "piores violadores" de direitos humanos "do mundo". Entre eles China, Cuba, Rússia, Arábia Saudita, Venezuela, Vietnã e Zimbabwe.

Além da Síria (Situação dos Direitos Humanos na Síria (A/HRC/19/L.38)), outros governos em condições críticas e situações embaraçosas serão discutidos, entre eles:
  1. Sri Lanka -  Promover a reconciliação e responsabilização no Sri Lanka (A/HRC/19/L.2) 
  2. Mianmar - Situação dos Direitos Humanos em Mianmar (A/HRC/19/L.30)
  3. Irã -  Situação dos Direitos Humanos no Irão (A/HRC/19/L.22)
  4. Coréia do Norte -  Situação dos Direitos Humanos na Coreia do Norte (A/HRC/19/L.29)
  5. RD Congo (francês) -  Situação dos Direitos Humanos na RD Congo (francês) - (A/HRC/19/L.15)
  6. Haiti (francês) -  Situação dos Direitos Humanos no Haiti (francês) - (A/HRC/19/L.32)
  7. Israel (palestina ocupada) -  Direitos Humanos no Território Palestino Ocupado (A/HRC/19/L.34)


Leia a resolução a ser discutida nas Nações unidas sobre a Síria:  http://blog.unwatch.org/wp-content/uploads/Deteriorating-Human-Rights-Situation-in-Syria1.pdf

Últimas acontecimentos na Síria:

Fonte: CCLS - Coordenações locais da Síria

09h09 - Em Idlib duas famílias inteiras foram assassinadas por forças de segurança do regime sírio. As duas famílias, na maioria crianças e mulheres ocupavam um ônibus que transportava refugiados para um dos campos da Turquia.

Em Hama, na cidadela de Hadiq 7 tanques invadiram a região arqueológica e histórica. De acordo com a revolução síria, eles estão estacionados na área de Apameya e prestam apoio para as forças de segurança que ocuparam a cidade agora. Ainda helicópteros sírios sobrevoam e fuzilam civis por toda a Hama.

Em Homs, nas circunvizinhanças de Kalidya, bombardeios por morteiros estão fazendo muitas vítimas. Um perseguição insana a todos os habitantes da capital síria da revolução contra a opressão do regime de Al-Assad.

Em Damasco um Capitão do exército rebelde foi executado por um assassino desconhecido. Ainda outra pessoa (Ahmad Hamdan) foi morta acidentalmente durante a execussão do oficial que ocorreu no campo de refugiados de Yarmouk.

15h45

Relatório do Dia

De acordo com o Conselhos Locais de Coordenação na Síria:

"O número de mártires na Síria hoje subiu para 70, até agora."

Entre as vítimas do exército sírio e das forças de seguranças 12 crianças, 4 mulheres, um desertor, 24 civis e outros 2 morreram por não resistir as torturas que sofriam.

As mortes divididas por regiões
  • 15 mártires em Hama
  • 20 em Homs
  • 4 em Daraa
  • 2 em Lattakia
  • 2 em Aleppo
  • 2 em Damasco (subúrbios)
  • 1 em Damasco (região central)

Síria: Alawitas condenam bombardeio em Homs e massacre de vidas inocentes.

Sem que ninguém possa fazer qualquer coisa, milhares de projetis lançados por morteiros 120mm, mísseis  Khtieyeaier e Katyusha sobre os bairros de Homs, tem levado centenas de pessoas diariamente à morte. 128 pessoas morreram ontem (06-02) e os bombardeios seguiram durante toda a noite.

O que parece neblina, é uma parede de fumaça provocado pelos incessantes bombardeios.
Baba Amr paralisada à mercê do tirano Al-Assad. "Snapshot"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2012 - 07h39min.

Informações do Exército Livre confirmaram no início da madrugada desta terça que o exército livre derrubou um caça modelo MIG da força aérea síria. Também foi confirmado um número de 40 deserções em Qudsaya, mais 40 em Idlib e há relatórios de que um posto de controle inteiro desertou e passou a atacar as forças de segurança em Qudsaya. Em Zabadani as deserções partiram das tripulações de tanques, que não puderam sair do veículo para não serem mortos, soldados rebeldes relataram que está havendo uma certa confusão, já que não conseguem identificar os tanques amigos dos inimigos.

Video: Recomendamos que assista este vídeo para ter noção da coragem destes cinegrafistas amadores e da loucura desvairada que impera na cabeça de Bashar Al-Assad. Bombardeio cego e indiscriminado em Homs.


Dificuldade de acesso à internet durante bombardeio de Baba Amr, em Homs atrapalhou o envio de notícias sobre os acontecimentos de ontem num dos bairros mais afligidos pelo regime desde o último massacre em Khalidya.

Protesto da comunidade alawita em Homs contra o bombardeio da cidade e o massacre de civis sírios pelo regime de Al-Assad.

Enquanto centenas de corpos são velados diariamente, 59 dos mais elevados membros da seita Alawite publicaram e endossaram uma declaração que condenava as ações violentas do regime sírio. A declaração refletia a oposição de intelectuais, ativistas e cidadãos alawitas que habitam na província de Homs. O documento publicado em 05 de Fevereiro em condenação "aos massacres cometidos por Bashar Al-Assad" em particular, a comunidade condenou veemente "o bombardeio de nossa cidade...onde foram martirizados centenas e mais centenas de feridos, incluindo mulheres e crianças". 

Os Alawitas saíram em defesa dos civis inocentes atacados pelas autoridades do país dizendo:
"Nós condenamos os ataques e massacres cometidos pelo regime em Damasco, Hama, Idlib, e todas as cidades sírias e vilas."..."estamos empenhados em aliviar o sofrimento do povo sírio. Apelamos a todas as seitas e grupos étnicos minoritários de unir como um só e todos os esforços para deter apresentadas pelo regime de Assad para arrastar o país para uma guerra sem fim civil. Nós, os alauítas sírios, alertamos a todos os nossos irmãos e irmãs na Síria que o Exército de Assad tem usado bairros Alawite dominados em Homs, para lançar seus ataques contra os restantes dos bairros e áreas circundantes.Tem sido assim para provocar uma vingança sectária entre o povo de Homs.
A declaração da comunidade Alawita inesperadamente mais fundo quando disse:

"Além disso, apelamos a todos os soldados militares honrados, diretores, assessores e membros de segurança para desertar do exército destruidor do regime, uma máquina de matar que está destruindo nossa amada nação síria. Nós também chamá-los, para manter-se unida contra este regime antipatriótico que promove disputas sectárias e regionais em sua tentativa de dividir a Síria."

Em seguida a declaração dos líderes alawitas condenou o que chamou de "atitude irresponsável" do regime russo, responsabilizando-o absolutamente pela morte de "cada criança, mulher e homem assassinado por suas balas e armas."

Finalizando, a declaração revela o "apoio público e incondicional dos revolucionários da Síria", também a "denúncia pública" dos criminosos que estão governando a Síria independente de "suas motivações e desculpas." Os Alawitas ainda tornaram público seu "apoio incondicional do povo sírio e se manifesta contra qualquer um que "incentiva o assassinato dos civis desarmados" acrescentando que "eles são os verdadeiros inimigos da Síria, independentemente de sua seita."

Esta contundente declaração contou com as assinaturas das seguintes personalidades:

D. Tomader Abdullah

D. Reconciliar mínimo

D. Rami Hussein

Rasha Omran

Nizar Hammoud

A luta das Profundezas

Vagas advogado Riad Khalil

Adel Mahfouz

Artista Louise Karim

Cantor Reem Ali

Yamen Hussein

Fuad Mulla

Abdulkarim Ali

Fayek al-Mir

Firas Saad

Ola Ramadan

Maher Ibrahim

Diversão e vontade

Ninar bom

Sarah Saleh

Ali Badria

Ali Abboud

Rami Kusa

Senhor Bom

Soldado Ghias

Raghida Hussein

Rowan Massoud

Secretário do nascimento de

Nazir Ali Ali

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