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Posted by : Middle East Daily Filho February 05, 2012

Um massacre violento está acontecendo no bairro de Khalidya, na cidade de Homs. O pesado bombardeio por morteiros, artilharia anti-aérea, reforçado pelo uso de tanques, além de snipers, e agentes de segurança perseguindo a população rebelde, que rejeita a manutenção do governo de Bashar Al-Assad. Só na Sexta, 200 pessoas foram mortas em Homs, e os números continuam crescendo.

 Massacre Homs Khalídya 04/02/12 CORTESIA:
 "The Syrian Revolution 2011 الثورة السورية ضد بشار الاسد في اللاذقية"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 05 de Fevereiro de 2012 - 07h38min (GMT-3)
Atualização 10h29min.

Parecia uma mentira quando o ex-agente da CIA Robert Baer declarou que a revolução síria só receberia ajuda depois de um grande massacre, parecido com o massacre de 1982 em Homs. Segundo o especialista em inteligência, Homs, possivelmente seria sede de nova tragédia, quando o regime sírio matou pelo menos  10% da população, cerca de 10 Mil oficialmente e 40 Mil segundo o povo sírio.

A declaração de Baer levantava dúvidas até que na última sexta (3-02) o regime sírio enviou grande ofensiva para liquidar com os rebeldes em suas próprias casas, na região de Kalídya, bairro de Homs.
À 10 dias de completar 30 anos do massacre de Homs e Hama em 14 de Fevereiro de 1982, no Sábado (dia 04) pilhas de corpos começaram a ser encontradas. Num vídeo que mostra uma destas pilhas de mortos em Khalidya ontem, revelou que um homem que ainda estava vivo entre os muitos corpos ainda teve tempo de testemunhar o que havia acontecido durante o massacre. Logo em seguida morreu. Atenção: Imagens fortes de muitos corpos mortos.


Neste sábado, milhares de pessoas foram ao funeral de dezenas de mortos no massacre em Khalídya. O Sheik Ismail Al-Majzoub fez o discurso que emocionou mais ainda o povo de Homs. No vão à esquerda do vídeo, um número de caixões aguardando o sepultamento.



Até o Sábado o número de mortos reportado pela CBS era de 200 mortos na sexta. Mas na manhã deste domingo, os relatórios atualizados revelaram mais 140 corpos encontrados elevando para 340, o número de populares, entre eles crianças, mulheres e jovens, em consequência do pesado bombardeio por morteitos em Homs. A maioria dos corpos são de Khalídya. pelo menos 60 foram mortos em outras regiões de Homs. Os bombardeios tem atravessado as noites e os dias desde as manifestações da sexta.

Ainda seguem os confrontos entre o Exército Livre e o Exército Sírio em todo o país, tornando o número geral de mortos algo incalculável no momento.

Dia festivo

Hoje deveria ser um dia de muitas comemorações na Síria, como é para todo o mundo árabe. Hoje é comemorado o nascimento de Mohammed, o profeta que inspirou o islamismo. Mesmo assim, as orações deste domingo ganham tom diferente no Oriente Médio.


As Embaixadas Sírias

A violência tem sido levada para o exterior da Síria por meio das embaixadas. O povo da Síria tem declarado neste domingo que embaixadores sírios no exterior estão executando imigrantes sírios. Há relatos de pessoas que concederam entrevistas para grandes agências internacionais de notícias e logo depois foram executadas. A revolução acusa funcionários da Embaixada Síria. No Quwait, dezenas de manifestantes ocuparam o prédio da embaixada síria. Revoltados, manifestantes declararam:
"Esta não é uma embaixada, mas um antro de inteligência sírio criminal"
A Embaixada Síria no Egito foi atacada pelos revoltados manifestantes, que destruíram parte do mobiliário, reportado pela CNN. De acordo com a "ajc", o massacre de Homs/Khalídya despertou furor do povo sírio que atacou pelo menos 7 embaixadas pelo mundo afora. A Alarabiya revelou que a Tunísia pretende expulsar o embaixador sírio e encerrar relações diplomáticas do o governo de Al-Assad, em protesto ao genocídio em andamento há quase 12 meses.


Video: Neste sábado milhares de pessoas se aglomeraram em Abu Nasser, outro bairro de Homs para protestar contra o massacre de Khalídya. Um novo cântico brotou dos lábios do povo que gritava: "Queremos declarar Guerra Santa!"

Nações Unidas

Lutando para agilizar uma ação que resolva a questão do conflito na Síria, as Nações Unidas estão demonstrando poucos recursos para se desvencilhar do bloqueio duplo da Rússia e da China para os arquivos da Síria. Sobre isto o HRW declarou neste sábado que "o bloqueio russo e chinês no Conselho de Segurança trai o povo Sírio." O Observatório para os Direitos Humanos disse que 13 membros haviam assinado o projeto de resolução do Conselho de Segurança que ordenava ao regime sírio que cessasse com "todas as violações de Direitos Humanos" e que "cooperasse com a comissão de inquérito das Nações Unidas", juntamente com a "Missão dos Observadores", mas o projeto foi vetado pelos aliados da Síria: Rússia e China. HRW conta que a Índia, a África do Sul e o Paquistão, haviam finalmente assinado um projeto contra a Síria... Mas foi barrado.

Foi o Alto Comissariado das Nações Unidas que afirmou que o número de mortos na Síria deixaram de ser contabilizados pela organização por causa da imprecisão das fontes:

"O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos informou 5.400 mortos em dezembro, mas como o país desce ao caos, o seu gabinete parou de contar por falta de números precisos."
Seguindo o exemplo do massacre de 1982 quando cerca de 40 mil civis foram assassinados e 15 mil desapareceram e as Nações Unidas só reconheceram a morte de 10 mil deles, o atual sistema corre na mesma direção. O site Avaaz.com tem um método criterioso de verificar as mortes denunciadas em colaboração com mais de 41 organizações de direitos humanos, mesmo assim seu dados nunca foram tornados oficiais. O site acompanha todos os relatórios de morte individualmente, entrevistando vizinhos, testemunhas oculares, companheiros de escola, trabalho e familiares, além de consultar médicos, conferindo laudos médicos, vídeos, fotos, local da morte e outros dados particulares sobre cada indivíduo dado como morto.

Nossas condolências para todo o povo sírio, especialmente para o povo de Homs e Hama, que tem lutado bravamente por seu direito à liberdade e igualdade, sabendo que a fé islâmica nos garante que a alma dos mártires estará em lugar muito melhor que antes estava, mediante os terrores e humilhações do regime de Bashar Al-Assad.

URGENTE NOVOS MASSACRES EM ANDAMENTO!


Homs (05/02/2012) : After Khaldiyah, now it is Baba Amru, this is an example of what is also happening right now in Rastan, Zabadani, and many towns in Idlib.
Homs (02/05/2012): depois de Khaldiyah, agora é Baba Amru, este é um exemplo do que também está acontecendo agora em Rastan, Zabadani e muitas cidades em Idlib. (Traduzido por Bing)
 ·  · há 6 minutos · 

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