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Posted by : Middle East Daily Filho February 02, 2012

A ditadura na internet já é uma realidade. Um remédio amargo para reverter programas de "inclusão digital" e incentivo à "liberdade de expressão", desde o lançamento dos "Blogs" até a dispensa de diploma universitário para jornalistas. O esforço internacional para reaver o controle das massas? 

Foto "Saulo Valley".
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 02 de Favereiro de 2012 - 09h42min.

Quando se trata de democracia, a bandeira americana é a primeira a ser levantada. Apesar do poderoso marketing, a América não é símbolo de democracia aliás, na maioria dos casos ela age com autoridade de uma ditadura, quando se trata da "defesa dos intreresses da América". Neste contexto estranho e confuso, queremos saber como será a nova internet, cercada de proibições, limitações e obrigações, além de privações ao direito de se manter anônimo em conexão com milhares de estranhos on-line de todo o mundo.

Numa era em que o hackerismo é um mal cada vez mais praticado, usuários de internet vivem sendo pesadamente atacados, levando tensão para os internautas de plantão, que passam muito tempo preocupados com a proteção de seus dados pessoais, que podem ser duplicados, desviados, explorados ou utilizados para atrair ladrões, sequestradores, assassinos... e agora governos.

Antes da implantação de todos os novos protocolos de direitos autorais assinados secretamente por diversos países, apenas as polícias federais ainda tinham acesso aos dados pessoais de endereços IPs de usuários. Com a implantação de protocolos como a ACTA, ainda a nada saborosa SOPA e a pouco divertida PIPA, todos os governos, ditaduras e empresas em geral terão direito de acesso a esses dados. Isto nos faz pensar que o primeiro que tentar protestar, ou expressar qualquer insatisfação contra a corrupção em seu país por exemplo, poderá ser acusado, condenado e até executado por crimes contra o Estado, como acontece hoje na China e em vários países árabes.

Uma das perguntas que me faço é: Se estes protocolos são bons e democráticos, porque sempre são discutidos, confeccionados e aprovados secretamente? Porque os EUA estão sempre na liderança destas novas regras?

É claro que um dos países que mais distribui conteúdo com direitos autorais atrelados no planeta é a América. Então talvez por esta razão ela seja tão radical, porque se trata da defesa dos seus próprios interesses. Significa que se todas as regras propostas forem mesmo aderidas por todos os países do mundo, a internet será utilizada apenas para fins de entretenimento e se as pessoas quiserem conversar algo pessoal deverão utilizar os correios, que aliás, parece ser o único meio de comunicação que ainda não teve sua privacidade 100% quebrada pelas autoridades internacionais.

Apesar de não parecer, tenho larga expériência com direitos autorais. Sou autor de mais de 5000 músicas e tive mais de 400 criações gravadas e interpretadas no Brasil e em alguns outros países. Depois de duas décadas vivendo exclusivamente de direito autoral, me vi completamente lesado de meus direitos, uma vez que no Brasil a maioria das emissoras de rádio e televisão pertencem a deputados federais, senadores... etc.

Homens poderosos politicamente que são capazes de se negar a pagar os direitos de execussão e nada lhes acontece. Quando são processados, utilizam esquemas e acordos bilaterais que silenciam instituições, justiça e órgãos que supostamente deveriam sair em defesa dos direitos da parte dos proprietários da propriedade intelectual das obras.

Então, quando vejo que empresas americanas espalhadas pelo mundo começam a brigar por seus royalts, não consigo me encontrar protegido por esta iniciativa. Não me vejo protegido por nenhuma ferramenta de internet e nenhum protocolo. Só sei que milhares de milhares de reais por ano que deveriam ser pagos a grandes autores acabam nas mãos de grandes empresas e poderosos empresários. Os mesmos de sempre.

Revoltado, depois de 20 anos de luta pela transparência na administração dos direitos autorais no Brasil, decidi escrever em um blog, minhas queixas contra os esquemas por trás das lindas propagandas governistas. Mas agora, sem os meus respectivos direitos autorais depositados na minha conta bancária, ainda tenho que me silenciar mediante a adoção de protocolos nas redes sociais que proibem palavras, vetam frases e o direito ao anonimato, em caso de denúncias de corrupção política, policial a nível, municipal, estadual, federal e global.

Enquanto na última década as autoridades internacionais decidiram que estimular o uso da internet, que fazia parte de um programa de valorização aos direitos humanos, a nova década vem com a novidade da supressão, classificação e manipulação destes usuários ou seja, a internet se tornou uma grande armadilha social, para vincular, controlar e vigiar todos os habitantes do planeta.

Programas de "Inclusão Digital" são impostos pelas Nações Unidas para todos os países-membros, mas o que as Nações Unidas dizem sobre estes novos protocolos? Será que os governos entenderam que a "inclusão digital" é uma rajada de metralhadora no próprio pé?

2011 o ano da multiplicação global dos "Anônimous" - Foto "Saulo Valley".
Ah! já ia me esquecendo: Qual foi o país que mais sofreu em 2011 com usuários "Anonymous"?

A nova internet segue padrões chineses no controle da identidade obrigatória de todos os usuários de redes sociais, inclusive de microblogs. Seguindo a linha da Sina-Weibo, o Twitter, o Google+, o Facebook entre outros já estão impedindo a criação de perfis sem a exibição do nome real do usuário, ainda utilizam outras ferramentas que relacionam todas as suas contas de e-mail, todos os seus amigos de escola, trabalho, vizinhos e parentes. Um prato cheio para suprimir manifestações populares, ameaçar e atacar líderes de movimentos populares e outras liberdades de expressão antes defendidas pelas Nações Unidas.

A Síria por exemplo, em 2011 matou no mínimo duas centenas de ativistas e seus familiares foram presos, torturados e executados, quando não puderam encontra-los. Até os cartoons, que eram largamente utilizados como forma "silenciosa" de expressão contra corrupção política em especial, foram proibidos na China, depois de amplamente utilizados na web. Agora só falta a proibição do aprendizado, da escrita e das conversas em grupo; ajuntamentos de mais de 6 pessoas que aliás são poibidos nas ruas e praças chinesas.

Como disse no início deste post: Os Estados Unidos torna-se ditadura quando se trata dos "interesses da América". Agora vem a nova pergunta; O que será do povo árabe, africano, chinês, cubano, venezuelano, russo, iraniano em especial, depois de se virem completamente despidos diante dos Serviços de Inteligência de seus países?

Todos eles utilizam a internet e saem às ruas para protestar contra suas misérias e privações. Se estes novos recursos são realmente favoráveis aos interesses gerais, o que será feito para proteger organizações não governamentais de direitos humanos, pacifistas, ativistas e jornalistas?

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